segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Seguindo a Deus de Perto


“A minha alma apega-se a ti: a tua destra me ampara” (Sl 63:8).
O evangelho nos ensina a doutrina da graça preveniente, que significa simplesmente que, antes de um homem poder buscar a Deus, Deus tem que buscá-lo primeiro.
Para que o pecador tenha uma idéia correta a respeito de Deus, deve receber antes um toque esclarecedor em seu íntimo; que, mesmo que seja imperfeito, não deixa de ser verdadeiro, e é o que desperta nele essa fome espiritual que o leva à oração e à busca.
Procuramos a Deus porque, e somente porque, Ele primeiramente colocou em nós o anseio que nos lança nessa busca. “Ninguém pode vir a mim”, disse o Senhor Jesus, “se o Pai que me enviou não o trouxer” (Jo 6:44), e é justamente através desse trazer preveniente, que Deus tira de nós todo vestígio de mérito pelo ato de nos achegarmos a Ele. O impulso de buscar a Deus origina-se em Deus, mas a realização do impulso depende de O seguirmos de todo o coração. E durante todo o tempo em que O buscamos, já estamos em Sua mão: “... o Senhor o segura pela mão” (Sl 37:24.).
Nesse “amparo” divino e no ato humano de “apegar-se” não há contradição. Tudo provém de Deus, pois, segundo afirma Von Hügel, Deus é sempre a causa primeira. Na prática, entretanto (isto é, quando a operação prévia de Deus se combina com uma reação positiva do homem), cabe ao homem a iniciativa de buscar a Deus. De nossa parte deve haver uma participação positiva, para que essa atração divina possa produzir resultados em termos de uma experiência pessoal com Deus. Isso transparece na calorosa linguagem que expressa o sentimento pessoal do salmista no Salmo 42: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando irei e me verei perante a face de Deus?” E um apelo que parte do mais profundo da alma, e qualquer coração anelante pode muito bem entendê-lo.
A doutrina da justificação pela fé — uma verdade bíblica, e uma bênção que nos liberta do legalismo estéril e de um inútil esforço próprio — em nosso tempo tem-se degenerado bastante, e muitos lhe dão uma interpretação que acaba se constituindo um obstáculo para que o homem chegue a um conhecimento verdadeiro de Deus. O milagre do novo nascimento está sendo entendido como um processo mecânico e sem vida. Parece que o exercício da fé já não abala a estrutura moral do homem, nem modifica a sua velha natureza. É como se ele pudesse aceitar a Cristo sem que, em seu coração, surgisse um genuíno amor pelo Salvador. Contudo, o homem que não tem fome nem sede de Deus pode estar salvo? No entanto, é exatamente nesse sentido que ele é orientado: conformar-se com uma transformação apenas superficial.
Os cientistas modernos perderam Deus de vista, em meio às maravilhas da criação; nós, os crentes, corremos o perigo de perdermos Deus de vista em meio às maravilhas da Sua Palavra. Andamos quase inteiramente esquecidos de que Deus é uma pessoa, e que, por isso, devemos cultivar nossa comunhão com Ele como cultivamos nosso companheirismo com qualquer outra pessoa. É parte inerente de nossa personalidade conhecer outras personalidades, mas ninguém pode chegar a um conhecimento pleno de outrem através de um encontro apenas. Somente após uma prolongada e afetuosa convivência é que dois seres podem avaliar mutuamente sua capacidade total.
Todo contato social entre os seres humanos consiste de um reconhecimento de uma personalidade para com outra, e varia desde um esbarrão casual entre dois homens, até a comunhão mais íntima de que é capaz a alma humana. O sentimento religioso consiste, em sua essência, numa reação favorável das personalidades criadas, para com a Personalidade Criadora, Deus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste".
Deus é uma pessoa, e nas profundezas de Sua poderosa natureza Ele pensa, deseja, tem gozo, sente, ama, quer e sofre, como qualquer outra pessoa. Em seu relacionamento conosco, Ele se mantém fiel a esse padrão de comportamento da personalidade. Ele se comunica conosco por meio de nossa mente, vontade e emoções.
O cerne da mensagem do Novo Testamento é a comunhão entre Deus e a alma remida, manifestada em um livre e constante intercâmbio de amor e pensamento.
Esse intercâmbio, entre Deus e a alma, pode ser constatado pela percepção consciente do crente. É uma experiência pessoal, isto é, não vem através da igreja, como Corpo, mas precisa ser vivida, por cada membro. Depois, em conseqüência dele, todo o Corpo será abençoado. E é uma experiência consciente: isto é, não se situa no campo do subconsciente, nem ocorre sem a participação da alma (como, por exemplo, segundo alguns imaginam, se dá com o batismo infantil), mas é perfeitamente perceptível, de modo que o homem pode “conhecer” essa experiência, assim como pode conhecer qualquer outro fato experimental.
Nós somos em miniatura, (excetuando os nossos pecados) aquilo que Deus é em forma infinita. Tendo sido feitos a Sua imagem, temos dentro de nós a capacidade de conhecê-lO. Enquanto em pecado, falta-nos tão-somente o poder. Mas, a partir do momento em que o Espírito nos revivifica, dando-nos uma vida regenerada, todo o nosso ser passa a gozar de afinidade com Deus, mostrando-se exultante e grato. Isso é este nascer do Espírito sem o qual não podemos ver o reino de Deus. Entretanto, isso não é o fim, mas apenas o começo, pois é a partir daí que o nosso coração inicia o glorioso caminho da busca, que consiste em penetrar nas infinitas riquezas de Deus. Posso dizer que começamos neste ponto, mas digo também que homem nenhum já chegou ao final dessa exploração, pois os mistérios da Trindade são tão grandes e insondáveis que não têm limite nem fim.
Encontrar-se com o Senhor, e mesmo assim continuar a buscá-lO, é o paradoxo da alma que ama a Deus. É um sentimento desconhecido daqueles que se satisfazem com pouco, mas comprovado na experiência de alguns filhos de Deus que têm o coração abrasado. Se examinarmos a vida de grandes homens e mulheres de Deus, do passado, logo sentiremos o calor com que buscavam ao Senhor. Choravam por Ele, oravam, lutavam e buscavam-nO dia e noite, a tempo e fora do tempo, e, ao encontrá-lO, a comunhão parecia mais doce, após a longa busca. Moisés usou o fato de que conhecia a Deus como argumento para conhecê-lO ainda melhor. “Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o Teu caminho, para que eu Te conheça, e ache graça aos Teus olhos” (Ex 33:13). E, partindo daí, fez um pedido ainda mais ousado: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Ex 33:18). Deus ficou verdadeiramente alegre com essa demonstração de ardor e, no dia seguinte, chamou Moisés ao monte, e ali, em solene cortejo, fez toda a Sua glória passar diante dele.
A vida de Davi foi uma contínua ânsia espiritual. Em todos os seus salmos ecoa o clamor de uma alma anelante, seguido pelo brado de regozijo daquele que é atendido. Paulo confessou que a mola-mestra de sua vida era o seu intenso desejo de conhecer a Cristo mais e mais. “Para O conhecer” (Fp 3:10), era o objetivo de seu viver, e para alcançar isso, sacrificou todas as outras coisas. “Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor: por amor do qual perdi todas as cousas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Fp 3:8).
Muitos hinos evangélicos revelam este anelo da alma por Deus, embora a pessoa que canta, já saiba que o encontrou. Há apenas uma geração, nossos antepassados cantavam o hino que dizia: “Verei e seguirei o Seu caminho”; hoje não o ouvimos mais entre os cristãos. É uma tragédia que, nesta época de trevas, deixemos só para os pastores e líderes a busca de uma comunhão mais íntima com Deus. Agora, tudo se resume num ato inicial de “aceitar” a Cristo (a propósito, esta palavra não é encontrada na Bíblia), e daí por diante não se espera que o convertido almeje qualquer outra revelação de Deus para a sua alma. Estamos sendo confundidos por uma lógica espúria que argumenta que, se já encontramos o Senhor, não temos mais necessidade de buscá-lO. Esse conceito nos é apresentado como sendo o mais ortodoxo, e muitos não aceitariam a hipótese de que um crente instruído na Palavra pudesse crer de outra forma. Assim sendo, todas as palavras de testemunho da Igreja que significam adoração, busca e louvor, são friamente postas de lado. A doutrina que fala de uma experiência do coração, aceita pelo grande contingente dos santos que possuíam o bom perfume de Cristo, hoje é substituída por uma interpretação superficial das Escrituras, que sem dúvida soaria como muito estranha para Agostinho, Rutherford ou Brainerd.
Em meio a toda essa frieza existem ainda alguns — alegro-me em reconhecer — que jamais se contentarão com essa lógica superficial. Talvez até reconheçam a força do argumento, mas depois saem em lágrimas à procura de algum lugar isolado, a fim de orarem: “Ó Deus, mostra-me a tua glória”. Querem provar, ver com os olhos do íntimo, quão maravilhoso Deus é.
É meu propósito instilar nos leitores um anseio mais profundo pela presença de Deus. É justamente a ausência desse anseio que nos tem conduzido a esse baixo nível espiritual que presenciamos em nossos dias. Uma vida cristã estagnada e infrutífera é resultado da ausência de uma sede maior de comunhão com Deus. A complacência é inimigo mortal do crescimento cristão. Se não existir um desejo profundo de comunhão, não haverá manifestação de Cristo para o Seu povo. Ele espera que o procuremos. Infelizmente, no caso de muitos crentes, é em vão que essa espera se prolonga.
Cada época tem suas próprias características. Neste exato instante encontramo-nos em um período de grande complexidade religiosa. A simplicidade existente em Cristo raramente se acha entre nós. Em lugar disso, vêem-se apenas programas, métodos, organizações e um mundo de atividades animadas, que ocupam tempo e atenção, mas que jamais podem satisfazer à fome da alma. A superficialidade de nossas experiências íntimas, a forma vazia de nossa adoração, e aquela servil imitação do mundo, que caracterizam nossos métodos promocionais, tudo testifica que nós, em nossos dias, conhecemos a Deus apenas imperfeitamente, e que raramente experimentamos a Sua paz.
Se desejamos encontrar a Deus em meio a todas as exteriorizações religiosas, primeiramente temos que resolver buscá-Lo, e daí por diante prosseguir no caminho da simplicidade. Agora, como sempre o fez, Deus revela-Se aos pequeninos e se oculta daqueles que são sábios e prudentes aos seus próprios olhos. É mister que simplifiquemos nossa maneira de nos aproximar dEle. Urge que fiquemos tão-somente com o que é essencial (e felizmente, bem poucas coisas são essenciais). Devemos deixar de lado todo esforço para impressioná-lO e ir a Deus com a singeleza de coração da criança. Se agirmos dessa forma, Deus nos responderá sem demora.
Não importa o que a Igreja e as outras religiões digam. Na realidade, o que precisamos é de Deus mesmo. O hábito condenável de buscar “a Deus e” é que nos impede de encontrar ao Senhor na plenitude de Sua revelação. É no conectivo “e” que reside toda a nossa dificuldade. Se omitíssemos esse “e”, em breve acharíamos o Senhor e nEle encontraríamos aquilo por que intimamente sempre anelamos.
Não precisamos temer que, se visarmos tão-somente a comunhão com Deus, estejamos limitando nossa vida ou inibindo os impulsos naturais do coração. O oposto é que é verdade. Convém-nos perfeitamente fazer de Deus o nosso tudo, concentrando-nos nEle, e sacrificando tudo por causa dEle.
O autor do estranho e antigo clássico inglês, The Cloud of Unknowing (A nuvem do desconhecimento), dá-nos instruções de como conseguir isso. Diz ele: “Eleve seu coração a Deus num impulso de amor; busque a Ele, e não Suas bênçãos. Daí por diante, rejeite qualquer pensamento que não esteja relacionado com Deus. E assim não faça nada com sua própria capacidade, nem segundo a sua vontade, mas somente de acordo com Deus. Para Deus, esse é o mais agradável exercício espiritual”.
Em outro trecho, o mesmo autor recomenda que, em nossas orações, nos despojemos de todo o empecilho, até mesmo de nosso conhecimento teológico. “Pois lhe basta a intenção de dirigir-se a Deus, sem qualquer outro motivo além da pessoa dEle.” Não obstante, sob todos os seus pensamentos, aparece o alicerce firme da verdade neotestamentária, porquanto explica o autor que, ao referir-se a “ele”, tem em vista “Deus que o criou, resgatou, e que, em Sua graça, o chamou para aquilo que você agora é”. Este autor defende vigorosamente a simplicidade total: “Se desejamos ver a religião cristã resumida em uma única palavra, para assim compreendermos melhor o seu alcance, então tomemos uma palavra de uma sílaba ou duas. Quanto mais curta a palavra, melhor será, pois uma palavra menor está mais de acordo com a simplicidade que caracteriza toda a operação do Espírito. Tal palavra deve ser ou Deus ou Amor”.
Quando o Senhor dividiu a terra de Canaã entre as tribos de Israel, a de Levi não recebeu partilha alguma. Deus disse-lhe simplesmente: “Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel” (Nm 18:20), e com essas palavras tornou-a mais rica que todas as suas tribos irmãs, mais rica que todos os reis e rajás que já viveram neste mundo. E em tudo isto transparece um princípio espiritual, um princípio que continua em vigor para todo sacerdote do Deus Altíssimo.
O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa — Deus — de maneira pura, legítima e eterna.
Ó Deus, tenho provado da Tua bondade, e se ela me satisfaz, também aumenta minha sede de experimentar ainda mais. Estou perfeitamente consciente de que necessito de mais graça. Envergonho-me de não possuir uma fome maior. Ó Deus, ó Deus trino, quero buscar-Te mais; quero buscar apenas a Ti; tenho sede de tornar-me mais sedento ainda. Mostra-me a Tua glória, rogo-Te, para que assim possa conhecer-Te verdadeiramente. Por Tua misericórdia, começa em meu íntimo uma nova operação de amor. Diz à minha alma: “Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem” (Ct 2:10). E dá-me graça para que me levante e te siga, saindo deste vale escuro onde estou vagueando há tanto tempo. Em nome de Jesus. Amém.

(Grifos nossos- Texto extraido do Livro “O melhor de A.W.Tozer (1897-1963) Ed.Estação do Livro)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Apostasia do Catolicismo Romano - II

(Clique na imagem para ampliar)

Esse comentário foi deixado pela irmã Aline Cleise na postagem “Apostasia do Catolicismo Romano em relação à Bíblia” e sobre ele gostaríamos de tecer alguns comentários, que entendemos poderá ajudar na compreensão de nossas reais intenções ao mencionarmos os desvios doutrinários da Igreja Católica ao longo dos séculos.
"Aline Cleise deixou um novo comentário sobre a sua postagem "APOSTASIA DO CATOLICISMO ROMANO EM RELAÇÃO À BÍBLI..." :
Eu sou Feliz por ser CATÓLICA!! :Da paz de Jesus e o amor de Maria à todos!! :D Postado por Aline Cleise no blog
PROCURANDO OS PERDIDOS em 5 de Dezembro de 2009 02:40"
Paz querida irmã Aline!
Seu comentário foi sucinto, mas trás em si um grande significado. Mostra que você se sentiu de certa forma agredida em sua fé pelas informações contidas na postagem que fizemos, principalmente em relação aos dados históricos mencionados no quadro.
Infelizmente, os dados contidos no gráfico são reais, ou seja: fazem parte da história da Igreja Católica e se colocam em integral oposição à Palavra de Deus, a Bíblia, que é a mesma que você também utiliza nas suas reuniões e missas na Igreja, com exceção de alguns livros apócrifos que ali são colocados, apesar de não serem considerados inspirados por Deus.
Infelizmente também, sou forçado a dizer que se a Igreja Evangélica continuar nos desvios doutrinários que hoje presenciamos, nessa busca desenfreada por bens materiais, vaidade humana por parte não apenas dos seus seguidores, mas principalmente por parte da sua liderança, onde para alguns o título de pastor não é o suficiente e criaram para si mesmos o título de “Apóstolo”, como se isso fosse avalizar a mensagem que pregam, como se isso os tornassem mais espirituais que os demais, e não demorará muito para que um quadro como o que foi elaborado em relação à Igreja Católica também seja elaborado em relação à Igreja Evangélica, que nada mais é do que a Igreja Primitiva, de onde também se originou a Igreja Católica, sem desvios doutrinários, mas onde se pregava o Evangelho na pessoa e Obra de Jesus Cristo.
Você se considera feliz por ser católica, então siga os passos dos Apóstolos e os ensinamentos de Jesus como são mencionados nos textos Sagrados e não se deixe levar por conceitos puramente humanos como os mencionados no quadro.
Sem nos alongarmos e nos aprofundarmos muito no tema, a Palavra de Deus nos ensina que só existe um mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo (I Tm 2.5) e também nos esclarece em Isaías 8.19 que não devemos consultar os mortos em favor dos vivos, quando diz: “A favor dos vivos se consultarão os mortos?”. O que isso significa? Significa que as Santas e os Santos Católicos devem ser considerados como verdadeiramente o são: homens e mulheres que procuraram servir e adorar a Deus como exemplos vivos de testemunho segundo os critérios bíblicos e por essa razão foram bênçãos para as pessoas da época em que viveram nesse mundo, mas após a sua morte o seu estado é o mesmo de todos os seres humanos: estão esperando o momento de comparecerem ante o tribunal de Cristo para apresentarem as suas obras.
Sendo assim, quando mencionamos os desvios doutrinários da igreja Católica, o fazemos na intenção de alertar para que os que não os conhecem, passem a conhecê-los e voltem às primeiras obras, ou seja: viver o Evangelho em sua essência e não segundo os dogmas e as doutrinas humanas que lhe foram acrescentados.
Continue nos acompanhando, lendo as demais postagens e você verá que em nenhuma delas fazemos menção ou combate à Igreja Católica nem às demais Religiões, pois temos como único e exclusivo interesse pregar o Evangelho como ele verdadeiramente é: poder de Deus para a Salvação de todo aquele que crê, como nos ensinou o apóstolo Paulo em Romanos 1.16 e isso só é possível quando olhamos para todos os seres humanos como irmãos e não como adversários teológicos.
Procure pesquisar as informações que disponibilizamos no quadro e peça a Deus que lhe esclareça o coração.
Você quer continuar sendo católica? Ótimo, continue, mas seja uma católica segundo os padrões bíblicos e não humanos, pois a Salvação vem através de Jesus Cristo e não de denominações religiosas e Ele é o único intermediário entre nós e Deus, transformando-se em heresia a frase tão comum que vemos nos dias de hoje que diz: “Peça à mãe, pois aquilo que o Filho não faz, a mãe faz!” referindo-se a Jesus e a Maria, sua mãe. Essa frase é frontalmente contrária aos ensinamentos bíblicos e não apenas isso, rebaixa Jesus à figura de mero coadjuvante como intercessor dos homens junto ao Pai.
Maria foi uma mulher virtuosa e assim a consideramos, mas morreu como todos os seres humanos morrem um dia e não podemos atribuir-lhe “poderes” que ela não os possui e muito menos uma autoridade que somente a Jesus foi conferida.
Sei que é difícil aceitar isso, para os que crêem nos ensinamentos que foram adotados pela Igreja Católica ao longo dos séculos, mas é a mais pura verdade.
Que o Senhor Jesus, em quem temos a salvação de nossos pecados, que é o único intermediário entre Deus e os homens, em quem não há sombra de variação e no qual esperamos a redenção final, continue nos orientando hoje e sempre para compreendermos e vivermos o Evangelho na sua plenitude.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Eis que o fim vem!!!


O que mais temos ouvido nos últimos dias em algumas emissoras de rádio e TV é acerca da repercussão positiva ou negativa que o filme “2012”, que fala sobre a possibilidade de o mundo acabar em 21 de dezembro de 2012, que corresponde ao final do calendário Maia, poderá provocar naqueles que o assistirem.
Em cima desse gancho abre-se um leque de possibilidades incríveis: são gurus que ganham espaço para fazerem suas “previsões” boas ou más sobre as celebridades do momento; os cientistas que procuram negar toda e qualquer possibilidade de um final do mundo baseado nas previsões religiosas de quem quer que seja; os ufólogos que não perdem a oportunidade de falar sobre os seus “irmãozinhos” extraterrestres e o interesse que esses seres têm de nos ajudar na solução dos problemas ambientais; os ateus e os céticos que encontram uma oportunidade de exporem seus motivos para não crerem em nada e justificarem que o melhor a fazer é viver o presente porque o futuro a ninguém pertence, pois o que encontraremos depois da morte é simplesmente o nada absoluto; os políticos que aproveitam a oportunidade para exporem seus “projetos” para salvaguardar a ordem e tranqüilizar a população para que em acontecendo algo em seus governos eles estarão preparados para toda e qualquer intempérie, e não poderiam faltar, é claro, os religiosos, munidos com seus livros sagrados e cada um puxando a “brasa para sua sardinha” na certeza de que seus dizeres são os únicos que deverão ser interpretados como verdadeiros: uns alegam que o mundo acaba agora, outros que ele não acaba agora, outros ainda dizem que um dia acaba, mas não é para agora e alguns religiosos brasileiros podem até dizer, diante da experiência que têm, que tudo acabará em pizza, como tem ocorrido em todas as catástrofes pelas quais passamos em terras tupiniquins.
Para justificarem suas posições, uns dizem que o mundo acabará porque o ser humano está destruindo a natureza, acabando com a camada de ozônio e coisas assim; outros alegam que o mundo acabará porque o homem tem-se afastado de Deus e o Senhor com toda certeza está “pesando a mão” sobre todos os pecadores; outros ainda dizem que o que haverá em verdade é a transição desse mundo que conhecemos para um mundo novo, regenerado, onde somente os “bons espíritos” sobreviverão e nele habitarão, porque o planeta que está se aproximando da terra (Absinto, planeta chupão e tantos nomes que lhe são dados) irá trazer sérias conseqüências em todas as áreas e atrairá para si todos os “maus espíritos”, ou antes, os “péssimos seres humanos” que habitam esse pobre planeta perdido na imensidão do Universo, e não faltam aqueles que crêem que o leão e o cordeiro vão andar lado a lado num paraíso terrestre que se seguirá após a trágica ocorrência.
Diante de tantas possibilidades que se nos apresentam o que podemos considerar como sendo verdadeira?
Essa pergunta pode parecer muito subjetiva, pois cada qual entenderá da maneira que melhor lhe aprouver.
Para aqueles que acreditam que há um “nada” depois da morte, a certeza de que haverá uma tragédia de proporções mundiais pode aguçar o desejo de se tornar ainda mais materialista, pouco se importando com os acontecimentos, desde que ele esteja “bem na fita” como dizem alguns...
Para aqueles que em tudo crêem, o simples mencionar dessa catástrofe fará com que vejam em todas as coisas os sinais “aparentes” de que ela já está acontecendo...
Enfim, essa é a tônica do nosso dia a dia. A história de nossas vidas é escrita a todo o momento e nela vemos personagens das mais variadas características e que podem com toda certeza se enquadrar nos exemplos que mencionamos acima.
Mas para nós que cremos na Palavra de Deus, qual deve ser o nosso posicionamento?

Disse Jesus: “No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século. E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.” (Mateus 24.3-14)

Os discípulos de Jesus estavam apreensivos e queriam saber quais seriam os acontecimentos que antecederiam o retorno do Mestre a esse mundo após a sua morte e ressurreição, e Jesus começa descrever quais seriam os fatos marcantes que poderíamos identificar como sendo iminente o seu retorno.
Não queremos aqui estabelecer nenhum tratado teológico, mas apenas destacar que quando a vinda do Senhor estivesse próxima, um dos sinais seria a falta de amor entre os homens: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos.”
Olhando para a mensagem pronunciada por Jesus há tantos séculos poderia parecer a algum incauto ou indouto em termos de Sagradas Escrituras que estamos redigindo as noticias que ocorreram no dia anterior, como se fosse a narrativa de um jornal da época, tamanha semelhança com os fatos que presenciamos a todo instante.
A vida humana não passa de mercadoria barata para muitos exploradores que por mais que saibam que o tempo da escravidão acabou ainda querem manter cativos os mais necessitados, como ocorre não apenas com os nossos irmãos bolivianos, coreanos e tantos outros que são literalmente mantidos como escravos por muitos comerciantes que visando maior lucratividade não medem “esforços” para subjugar esses pobres necessitados que deixam tudo para trás em suas terras na esperança de conseguir uma vida melhor e mais digna para si e para sua família e que em aqui chegando encontram apenas trabalho, trabalho, trabalho e mais trabalho sem nenhum tipo de remuneração, a não ser os parcos alimentos que lhes são servidos a preço de ouro.
Esse mesmo quadro pode ser observado em outros segmentos, onde as drogas e a prostituição são cartões de visita para consolidar um “status quo” que essa sociedade consumista estabelece como sendo o ideal para os “vitoriosos”, que num futuro não muito distante irão lotar as clinicas de dependentes químicos e divãs de psicólogos e psiquiatras na busca de suas origens, na busca de um prumo para suas vidas, um ponto de equilíbrio para recomeçarem.
Que sociedade é essa na qual estamos vivendo?
Que importância tem se o mundo vai acabar hoje, daqui a alguns anos, milênios ou se nunca vai acabar?
As pessoas se preocupam tanto com o fato de existir ou não vida extraterrestre e não estão nem um pouco preocupadas com os nossos “terrestres” que passam pelas maiores privações.
Gastam-se cifras que nem imaginamos em pesquisas espaciais, enquanto a África é berço continuo de desgraças sem fim, onde a fome, a AIDS, a mortalidade infantil é uma das maiores do mundo, onde as mulheres “vendem” os seus corpos em troca de migalhas de pão que possam “saciar” sua fome de alimentos, mas que nunca poderão nem ao menos acalmar as tragédias intimas pelas quais passam todos os dias.
Esse é o mundo no qual vivemos. Com todos os seus problemas, com sua camada de ozônio sendo destruída, com as florestas sendo devastadas, e apesar de tudo isso, nossos governantes não dão à mínima para os necessitados.
Jesus nos alertou que o amor de muitos esfriaria por se multiplicar a iniquidade.
Isso realmente está acontecendo, porque as palavras de Jesus são verdadeiras.
Mas o fato de sabermos que essas coisas hão de acontecer deve fazer com que deixemos de socorrer os enfermos, ou amparar os necessitados de toda ordem? De forma alguma! O fato de sabermos que essas tragédias humanas e naturais estão acontecendo deveriam despertar em nós um sentimento de irmandade ainda maior por todos os que vivem no planeta, independente da fé que professam, porque a dor e o sofrimento vem para todos os habitantes da terra, quer sejam pobres ou ricos, fortes ou fracos, instruídos ou incultos, religiosos ou ateus.
Pensemos nisso e façamos a nossa parte na construção de um mundo melhor, no qual, possamos salvar a maioria, a fim de que o amor de Jesus possa nos alcançar da melhor maneira possível e encontre corações dóceis para cumprirem a Sua vontade.

“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.”
Se o fim virá da forma como se estabelece nas mentes humanas não o podemos afirmar, mas de uma coisa temos com a certeza: Jesus virá conforme a sua Palavra estabelece.
Ele poderá vir de duas formas para cada um de nós: de forma objetiva, quando todo olho O verá, ou seja: no dia do seu retorno para buscar a sua Igreja e de forma subjetiva, quando apenas um olhar o verá, ou seja: no instante em que deixarmos esse mundo Ele já voltou para nós e não haverá nova oportunidade para nos entregarmos a Ele e sermos por Ele salvos de nossos pecados.
A Palavra de Deus nos adverte e consola dizendo:
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus.” (João 3.16-21)

Se você faz parte daqueles que pensam que tudo está bem e se melhorar estraga, eu quero convidá-lo a olhar para dentro de si mesmo, faça uma breve reflexão sobre os acontecimentos mundiais e veja se realmente o mundo está melhorando, se as pessoas estão sendo mais solidárias, se o amor tem alcançado as pessoas de diferentes classes sociais ou se ao invés disso, apesar de todo avanço tecnológico, não estamos vivendo como nos tempos da idade média, onde as mulheres eram apenas objeto de uso para seus maridos, onde as crianças não eram respeitadas e onde valia mais o poder da força do que o do amor.

Se você que está lendo essa reflexão ainda não entregou a sua vida nas mãos de Jesus eu quero lhe fazer um convite.

Entregue o seu coração a Jesus e deixe que ele cuide de você e dirija seus passos.
Confie nEle. Ele é Fiel para cumprir Sua Palavra. Nele podemos confiar sempre, pois Ele se entregou para morrer na Cruz pelos nossos pecados, para que você e eu tivéssemos, ao reconhecer esse ato de tão grande amor, a oportunidade de vermos os nossos pecados perdoados e o direito de vivemos em intimidade eterna em Sua companhia.

Faça essa oração comigo e creia que Ele cuidará de você e dos seus.

Senhor Jesus, eu creio de todo o meu coração, que és o Filho de Deus, que veio a esse mundo e foi morto na Cruz do Calvário para resgatar os meus pecados. Eu reconheço que sou pecador e peço perdão a Ti pelos meus pecados. Senhor Jesus eu o reconheço como meu Salvador pessoal e quero morar nos céus com o Senhor. Toma conta de mim, dirige os meus passos e me batiza com o Espírito Santo para que eu possa testemunhar desse teu amor por mim. Eu te agradeço por me receber e me dar o direito de ser chamado filho de Deus. Amém
Se você fez essa oração eu o convido a procurar uma Igreja Evangélica e começar a conhecer o que Deus tem para você. Estude sempre a Palavra de Deus, a Bíblia. Nela você encontrará tudo o que você necessita para ter uma vida vitoriosa com Cristo.

Na certeza de que o Senhor a tudo vê, ouve e perscruta, peçamos a Ele ousadia e intrepidez para nos colocarmos na frente da batalha do amor e não da guerra, na luta pela solidariedade entre os povos e não nos campos de discórdia propostos por muitos.
Sempre juntos em Jesus, prossigamos firmes para o alvo da suprema vocação em Cristo Jesus.
Antonio Carlos


DECLARAÇÃO DE AFETO

Recebi da minhas queridas irmãs Maria José do “Arca do autoconhecimento” (http://arcadoconhecimento.blogspot.com/) e Teresa Cristina do “Fazendo meu caminho” (http://fazendomeucaminho.blogspot.com/)
Não há selos ou prêmios, apenas a nossa declaração de afeto.
Quero agradecer às duas irmãs queridas por mais essa demonstração de carinho e afeto, fortalecendo assim ainda mais a nossa amizade.

Obrigado, queridas, por me incluírem na lista de amigos de vocês.
Para vocês, a minha declaração de afeto:

a) Querida Maria José!
Fique feliz pela lembrança. É sempre bom receber o carinho e o afeto das pessoas que amamos, principalmente quando elas têm os mesmos propósitos e ideais que abraçamos.
A cada dia que passa estamos fortalecendo mais e mais nosso relacionamento de amizade e isso me deixa duplamente feliz.
Dizer que te considero uma bênção pode parecer redundância para alguns que acompanham nossos comentários n o “Arca do autoconhecimento”, mas além de assim considerá-la, tenho certeza de que você irradia amor, consideração e carinho a todos que a cercam e partilham do seu dia-a-dia, e isso faz de você uma pessoa especial, não apenas para os que a conhecem, mas principalmente diante de Deus.
Que Jesus, em quem temos a maior demonstração de amor e carinho continue te abençoando hoje e sempre.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos

b) Querida Teresa Cristina!
Foi com grande satisfação que recebi sua indicação para a declaração de afeto.
Concordo com você que tornar-se amigo de verdade é estar sempre ao lado, não importando a hora, local ou situação nas quais nos encontramos.
Ser amigo é compartilhar os momentos alegres e difíceis procurando ajudar na medida do possível.
Com certeza somos muito falhos ainda, mas procuramos sempre nos espelhar no nosso maior exemplo de amigo, Jesus Cristo: Ele não mediu esforços para vir ao nosso encontro, ensinando-nos o caminho da paz, da concórdia, do desapego às coisas materiais e a necessidade da buscas das espirituais. Seu amor por nós foi tão grande que não poupou a Sua própria vida por nós, assim como Ele mesmo tinha dito qual deve ser a atitude de um verdadeiro amigo: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.” (João 15.13)
Que Jesus, que não poupou a si mesmo por muito nos amar, continue te abençoando hoje e sempre.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos



segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Afinal, quem realmente somos?

“Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.” (Pv 16.32)
Longânimo é aquele que suporta pacientemente o mal ou a provocação que lhe é desferida e que mesmo sabendo estar certo em seu posicionamento recusa-se ainda a perder a esperança de haver melhora no relacionamento.
O que isso quer dizer?
Quer dizer que apesar de saber que a razão está ao seu lado, que teria todos os motivos para fazer valer os seus direitos, que se tomasse uma atitude mais drástica em relação ao seu ofensor todos não somente entenderiam, mas aprovariam, ele faz exatamente o contrário: tenta de todas as formas promover a paz e a reconciliação mesmo diante da recusa de seu interlocutor, recebendo em contrapartida mais impropérios e sentimentos odiosos.
Salomão diz que uma pessoa que age assim é melhor que o herói de guerra.
Certamente aquele que voltou de uma batalha merece todas as homenagens pelo seu retorno, afinal de contas estava colocando sua vida em perigo e lutando não apenas por si mesmo, mas pelo bem-estar de toda a nação.
Quantas lutas e angustias esse soldado enfrentou ninguém o poderá saber, a não ser aqueles que com ele estavam.
Não poucas vezes viu a morte de perto e em certos momentos acreditava que não conseguiria escapar aos ataques ferozes do inimigo.
Poucas pessoas são capazes de entender o estado intimo de homens como esses, que são forçados a matar seus semelhantes para pouparem as próprias vidas, contrariando princípios que até então regiam suas vidas e atos que nunca imaginaram que realizariam.
Certamente esses homens merecem receber as suas condecorações por tão bravos feitos realizados e pelo maior feito: o de terem conseguido sobreviver a todas aquelas atrocidades.
Hoje em dia também podemos identificar esses heróis urbanos.
Eles não pegam em armas de fogo para conseguirem sobreviver; fazem parte, na sua grande maioria os executivos, empresários e políticos, mas também os vemos nas camadas mais pobres da sociedade, em trabalhos subalternos, lutando para sobreviver com os parcos recursos que essa sociedade desumana e cruel lhes impõe.
De um lado temos homens e mulheres bem sucedidos profissional e financeiramente, e de outro, homens e mulheres que se sentem frustrados por não dispor dos meios necessários para galgar posições que a ser ver lhes trariam projeção e tranqüilidade.
Todos à sua maneira almejam estar em melhores condições entendendo que com isso sentir-se-iam mais protegidos e amparados.
Não é crime nem pecado almejar um lugar de destaque nesse mundo, buscar uma vida mais confortável ou a satisfação de suas maiores aspirações. Creio ser uma necessidade básica de todos os seres humanos essa busca por algo melhor.
Mas infelizmente, muitos que procuram alcançar seus objetivos, agem como os heróis que voltaram dos campos de batalha: entendem que todos à sua frente são inimigos em potencial e devem ser destruídos.
São homens e mulheres que enfrentam todo tipo de adversidade e conseguem não apenas sobreviver a elas, mas se fortalecem cada vez mais, preparando-se para novas lutas e conquistas, mas a maioria delas não está preparada para a maior de todas as batalhas: a luta contra si mesma.
Como é difícil o homem vencer-se a si mesmo.
No campo de batalha, vence quase sempre o que está mais bem preparado, o mais valente, aquele que dispõe do melhor armamento, da melhor estratégia adotada, mas quando estamos a sós não sabemos o que fazer em relação a nós mesmos.
Olhamos para os nossos defeitos e achamos que são naturais em uma sociedade selvagem como a que vivemos.
Olhamos para o nosso descaso em relação ao nosso semelhante e entendemos que se estivéssemos na mesma situação fariam o mesmo conosco e por essa razão não fazemos nada para ajudá-lo.
Presenciamos a indiferença que há em nós em relação a Deus e dizemos que se não agirmos ninguém poderá nos ajudar, nem mesmo Ele.
Conseguimos identificar os erros de todos à nossa volta, mas não conseguimos identificá-los em nos mesmos, apesar de sabermos que eles estão presentes. A diferença é que quando os erros são cometidos por outras pessoas os condenamos, mas quando somos nós que os praticamos, os justificamos.
Você já percebeu como conseguimos justificar todos os nossos defeitos?
Nosso amigo fala mal das pessoas que conhece porque tem inveja delas, mas nós fazemos o mesmo comentário porque queremos ajudá-las...
Nosso amigo não faz favor a ninguém porque é arrogante, mas nós não fazemos porque nunca temos tempo, apesar de estarmos sempre livres para atividades que nos agradem...
Nosso amigo tenta “puxar” o tapete do chefe porque não tem capacidade de ocupar o lugar dele por meios naturais, mas nós fazemos a mesma coisa porque apesar de todos saberem que somos capazes nunca nos valorizam...
Vivemos na época das conquistas.
No inconsciente coletivo, o negócio hoje em dia é conquistar não importa por quais meios, desde que se obtenha o êxito desejado.
Na matemática do Reino as contas são realizadas por diferentes critérios. Nela ganha mais quem perde (Mt 16.25); nela mais bem-aventurado é dar do que receber (At 20.35); nela devemos colocar em primeiro lugar os interesses do reino (Mt 6.33).
Se desejarmos um mundo melhor olhemos para dentro de nós mesmos e com sinceridade busquemos identificar o que mais condenamos em nossos irmãos. Com toda certeza identificaremos muitas deficiências de que os acusamos.
Depois de identificá-las, busquemos forças em Deus para nos modificarmos e à cada nova análise possamos verificar que estamos condenando mais o que há em nós do que o que há em nossos irmãos.
Quando conseguirmos alcançar esse estágio, com certeza nos sentiremos melhores e veremos o mundo à nossa volta de maneira diferente: ao invés de um campo de batalha no qual lutamos arduamente para sobrevivermos, veremos um campo fértil onde a Graça e o Amor de Deus necessitam ser derramados e seremos os primeiros a empunharmos as nossas novas armas: Amor, compreensão, solidariedade, companheirismo.
Quando pronunciamos uma frase nossos ouvidos são os mais próximos de nossos lábios, fazendo com que sejamos os primeiros a ouvir o que pronunciamos, dessa forma procuremos expressar palavras que edifiquem ao invés de destruírem, que aproximem ao invés de afastar, que promovam a paz com todos ao invés de disseminar a guerra em toda parte. Deus honrará as nossas palavras e nos ajudará a melhorarmos dia a dia.
Que o Senhor nos dê um coração manso e humilde para identificarmos nossas deficiências e coragem para superá-las.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos

domingo, 22 de novembro de 2009

O Homem Mais Indesejado do Mundo



O homem mais indesejado do mundo está vivo hoje! Não está morto. Com efeito, ele está muito ativo em nossos dias. Ele tem até família aqui na cidade onde vivemos. Ainda outro dia passei horas com ele no preparo desta mensagem! Muitos de vocês também o conhecem. Sem dúvida, o homem mais indesejado do mundo é Jesus. Filho do Deus Vivo!
Na Praça Vermelha, em Moscou, havia retratos gigantescos de Lênin, de Stálin, e de outros líderes comunistas — todos ornados de veludo vermelho. Outro retrato devia estar pendurado na Praça Vermelha: um retrato de Jesus Cristo — ornado com pano de saco preto — tendo por baixo estas palavras: "O Homem mais Indesejado na Rússia — Jesus!"
Se você for à Inglaterra e visitar os salões do Parlamento ou as grandes catedrais, verá todos os retratos de reis e rainhas do passado. Alguns foram amados; outros, odiados. Mas lá também falta um retrato. Devia estar pendurado onde todos os ingleses pudessem vê-lo, um enorme retrato de Jesus, com a legenda: "O Homem mais Indesejado da Inglaterra!" Ou se você for ao Capitólio ou aos salões do Congresso em Washington, verá os retratos de todos os Presidentes dos EUA, e os monumentos erguidos em memória de Lincoln e de Washington. Devia haver um monumento especial edificado sem que nele houvesse nada, apenas um retrato de Jesus e estas palavras: "Este é o Verdadeiro Pai dos Estados Unidos! Ele os Plantou, Regou, e Prosperou! Contudo Hoje ele é o Homem mais Indesejado desta Sociedade!"
Caminhemos um pouco mais e entremos nas bibliotecas e nas salas de aula de quase qualquer seminário nos Estados Unidos. Ouça o que dizem teólogos ímpios, que odeiam a Cristo — examine os livros da alta crítica, como se deleitam em defraudar e destruir a fé. Ou entre nas grandes catedrais e veja os vitrais com Jesus retratado em quase todos eles — depois ouça o assim chamado evangelho que aí se prega! Não é o verdadeiro Jesus que pregam, mas um outro. Por que não são honestos? Deviam colocar uma placa de bronze sob o Jesus retratado nos vidros coloridos, com esta legenda: "Indesejado!"
Jesus nasceu judeu, mas os judeus não quiseram saber dele — nem o querem agora. "Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam" (João 1:11). Em todas as sinagogas estudava-se diligentemente acerca de sua vinda! Sacerdotes e escribas podiam citar Isaías 53. Pensavam que sabiam onde ele ia nascer e de que modo o reconheceriam. Diziam que viviam para o dia de sua vinda — da mesma forma como o judeu atual anda à procura do seu Messias. Leio a respeito dos complôs assassinos dos sacerdotes e dos dirigentes religiosos, e digo: "Como podem planejar assassinar a Cristo, ou mesmo a Lázaro, quando se mostram tão ciosos da Lei que diz: 'Não matarás'?" De onde poderia vir tal ódio a Jesus, senão diretamente do inferno? Como pode o judeu de hoje odiar tanto a Jesus? Ele é o Filho de Davi — ele amou a Israel — veio para cumprir todas as leis desse povo. Seu coração estava posto sobre Jerusalém. Ele próprio era judeu e profeta, como Moisés. Então por que os olhos deles se inflamam de ira e rejeição à simples menção do seu nome? É bem provável que Jesus não conseguiria nem visto para entrar em Israel na época atual! E talvez lhe fosse negada cidadania. Estampariam em seu passaporte: "Indesejado!" Na verdade, os seus não o receberam.
Sabemos sem sombra de dúvida que o mundo secular não o deseja. Jesus é o cântico dos ébrios. Nos Estados Unidos, e no Ocidente em geral, o nome de Jesus é profanado. Ele não é objeto de maldição na Rússia ou na China (eles amaldiçoam seus ancestrais, seus deuses, e líderes caídos!). Mas os norte-americanos amaldiçoam a Cristo. Os soldados romanos o escarneceram colocando-lhe na cabeça uma coroa de espinhos. Agora nossas nações o escarnecem de forma mais sofisticada: os produtores cinematográficos, com o melhor talento que possuem, e com milhões de dólares, produzem filmes acerca de Jesus que constituem zombaria engenhosa — escarnecem de sua divindade e roubam-lhe a natureza divina.
Na Broadway, certamente Jesus é o mais indesejado dentre todos os homens. La Cage aux Folies (título do filme que no Brasil foi exibido como A Gaiola das Loucas), com seu tema homossexual, era um desafio a Jesus com a mensagem que dizia: "Este é nosso território! Não queremos a sua interferência." A Igreja de Times Square, localizada bem no meio do trono de Satanás (na sede de seu quartel-general nacional!) é a maior ameaça ao reino dele que a Broadway já teve! O inferno está enraivecido porque o diabo sabe que uma multidão estará desejando correr para Jesus. Mesmo na região dos teatros, com a praga da AIDS e em meio a todo o caos, Jesus tem vindo à Broadway. Existe uma igreja agora, plantada por ele, com um povo cujo clamor é: "Nós o queremos! Receberemos Jesus!" Estamos dizendo à cidade de Nova York, aos traficantes de drogas, aos pornógrafos, aos produtores de filmes da Broadway, e às forças que governam: "Vocês podem não desejá-lo, mas não podem mantê-lo fora!" Como os anjos devem regozijar-se ao contemplar no meio da maior cidade dos Estados Unidos — no coração de seu crime e pecado, e de seu ódio á Jesus — centenas que agora se reúnem em nome do Senhor. Como eles devem exultar de alegria: "Eles desejam nosso Senhor! Eles o querem!"
Até mesmo o "mundo religioso" não o quer. Creio que Jesus é o mais indesejado pelos lideres eclesiásticos apóstatas, corruptos, pelas organizações da igreja liberal, e pelo cristão contemporizador dominado pela luxaria. Há uma idolatria relacionada com Jesus na religião de nossos dias, tão real e tão terrível quanto à idolatria votada a Baal e a todos os demais ídolos do antigo Israel. Eles abandonaram o verdadeiro Jesus, a Cruz, o arrependimento, e a separação, e em sua imaginação esculpiram um Jesus diferente. O Jesus deles é igual a eles — desculpando seus pecados, nada tendo a apresentar senão palavras de fraternidade, de amor e de unidade. Colocaram o nome de Jesus numa imagem verdadeiramente corrupta e má, fabricada por eles mesmos. Não é o evangelho de Cristo e não é o verdadeiro Jesus. Empregam termos corretos, mas não adoram ao Jesus que conhecemos. Paulo fez uma advertência a respeito dos que "pregam outro Jesus... outro espírito.. . outro evangelho" (2 Coríntios 11:4).
Não consigo citar uma única importante companhia "cristã", gravadora de discos, que deseje de fato Jesus. Elas se tornaram máquinas de fazer dinheiro do tipo Wall Street, usando o nome de Jesus como um artifício de vendas! Ficamos transtornados com a exibição de filmes como A Última Tentação de Cristo, que menospreza nosso Senhor; mas piores ainda são esses produtores de discos "cristãos" e casas publicadoras que lançam "rock" e "punk". São manipuladores, são os modernos mercadores do templo de Jerusalém, que Jesus repugnou. Com efeito, em tudo isso nada há de religioso. A música da Nova Era e a teologia humanística estão entrando de modo furtivo nas livrarias cristãs. Algumas dessas lojas estão-se tornando os maiores vendedores de lixo ímpio no Ocidente. Suas seções de discos saíram direto do inferno e a maioria dos livros são nada mais do que papel ordinário que nada dizem! Tudo é negócio. Não há por que queixar-nos dos negociantes judeus que auferem lucro usando o nome de Jesus por ocasião da Páscoa e do Natal. Os evangélicos lucram com o nome de Cristo durante 365 dias por ano! Jesus não é desejado por esses marreteiros. O que eles desejam é dinheiro! Graças a Deus existem algumas exceções; algumas livrarias que se recusam a contemporizar.
Você diz: "Oh, mas graças a Deus por nossa igreja. Nós o queremos — não o temos feito indesejado. Temos recebido a Jesus de bom grado e o temos desejado de todo nosso coração!" Pense, porém, naquele terrível momento quando a maioria dos discípulos do Senhor desistiram e já não o seguiam por causa da dureza da Palavra. Jesus virou-se para seus discípulos, para os doze, e perguntou-lhes: "Não quereis vós também retirar-vos?" Não aquece o seu coração ouvir Pedro dizer: "Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna" (João 6:68)? Não obstante, na última hora, até mesmo os doze, "deixando-o, todos fugiram" (Marcos 14:50). Isaías disse: "Era desprezado, e o mais indigno entre os homens... como um de quem os homens escondiam o rosto... Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho" (Isaías 53:3, 6). O profeta emprega o pronome "nós". Nós o desprezamos. Nós o rejeitamos. Nós escondemos dele o nosso rosto. Nós todos nos desviamos pelo caminho. Pense nas multidões de apóstatas, naqueles que outrora caminharam com ele. Agora escondem-se dele e não querem estar na sua presença. Alguns dos que lêem estas palavras desviaram-se e seguiram seu próprio caminho. Rejeitaram a Jesus e ainda não o querem.
Minha mensagem aqui é realmente acerca da rejeição que Jesus sofre por aqueles que mais alegam desejá-lo. Faça estas perguntas aos que mais se dizem cristãos: "Você deseja Jesus? Você sente que tem necessidade dele? Deseja conhecê-lo melhor?" Quase todos responderiam: "Sim, o desejamos de fato." Deixe-me esclarecer o que quero dizer por "desejar a Jesus". Falo de um desejo consumidor — de um anseio profundo em deixar que ele seja tudo para você. "No teu nome e na tua memória está o desejo da nossa alma. Com a minha alma te desejo de noite; com o meu espírito, que está dentro em mim, madrugo a buscar-te" (Isaías 26:8,9). O profeta está falando de um anseio e de uma fome de Deus — mesmo no meio da noite! Significa buscá-lo com um coração que chora, que suspira. "Desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar... desfaleço de amor... O meu amado é meu, e eu sou dele... De noite busquei em minha cama aquele a quem ama a minha alma" (O Cântico dos Cânticos 2:3,5,16; 3:1). Isto, sim, é desejar a Jesus! Ele consome os pensamentos noite e dia. Ele se torna o verdadeiro significado da vida.
Examinemos esta questão de amar a Jesus e esforçar-nos por descobrir o quanto realmente o desejamos.
(texto extraído do livro "David Wilkerson exorta a Igreja"- David Wilkerson)